A moda se rende aos benefícios do comércio eletrônico
Até a moda, quem diria, aderiu ao e-commerce. Na dúvida se a venda de roupas pela web seria rentável, muitos investidores preferiram observar a movimentação do mercado para decidir quando e como marcar presença online. O que as últimas novidades indicam, porém, é que essa insegurança deu lugar a uma certeza: a presença das marcas de vestuário no comércio eletrônico é inevitável.
Os últimos dados mostram alta de 115% na demanda do varejo de moda na internet. Ao mesmo tempo, lojas de peso anunciam suas versões virtuais a fim de conquistar o e-consumidor, agora mais confiante e acostumado ao processo de compra online. De olho nessa oportunidade, a indústria da moda corre para padronizar o tamanho das peças, visando unificar parâmetros e facilitar a experiência dos compradores e a internacionalização desse mercado. Ainda que as pessoas fiéis a uma determinada marca possam adquirir peças com base no tamanho do que já conhecem das lojas físicas, a padronização vai contar positivamente num esforço anterior: o de convencer o consumidor a aceitar a experiência de permanecer no conforto de casa para comprar uma nova peça, trocando o contato com o ponto de venda e os produtos em nome de vantagens como maior comodidade e variedade de opções.
Os números não mentem: a Marisa registra mais de um milhão de visitas mensais em sua plataforma de vendas online, que já representa quase 1% de seu faturamento. São índices expressivos, principalmente pelo fato de a marca ter mais de 200 lojas por todo o país. E há mais exemplos: a francesa Chanel aderiu à internet com a venda de perfumes e agora prepara o terreno para comercializar uma linha de roupas. No Brasil, a Mesbla planeja voltar ao mercado investindo exclusivamente no comércio eletrônico voltado ao vestuário feminino, enquanto a Renner anuncia sua entrada nas vendas online para o primeiro semestre de 2010.
Para ganhar espaço, a venda de roupas pela internet precisa se inspirar na experiência física e adaptar as peculiaridades dessa atividade às exigências do e-commerce. Já há iniciativas de parceria entre algumas lojas e os Correios para permitir a troca de roupas sem custo para o comprador. Outras facilidades, como guiar o cliente na hora de decidir o tamanho dos itens que quer comprar, disponibilizar a visualização de detalhes da peça e oferecer descontos no frete são estratégias convidativas.
Em suma, a chegada em peso da indústria da moda ao e-commerce reforça o que já sabemos: estamos diante de uma ferramenta com retorno garantido, em plena expansão e de caráter permanente, que tende a se desenvolver e massificar de maneira crescente, atendendo a inúmeros segmentos e nichos de mercado. A que conclusão podemos chegar? Que isso significa oportunidade para todos, sejam grandes ou pequenos empreendedores, e que a hora de investir é agora!
Quando olhamos para o todo, é fácil perder a noção da importância das partes. Em diversos aspectos da vida, mas especialmente no caso de uma iniciativa que só existe por conta de um trabalho conjunto, é preciso ter a consciência de que o aprendizado nunca termina e que todas as contribuições devem ser valorizadas, pois são potenciais soluções para problemas pelos quais ainda vamos passar. Antes de julgar uma experiência ruim ou improdutiva, um empreendedor que percebe as oportunidades questiona e reflete sobre o que surge em seu caminho.
Graças à elevada aceitação do público consumidor, o comércio eletrônico ganha cada vez mais popularidade e abrangência. Na medida em que os internautas adquirem confiança, o negócio das vendas online se aprimora e ganha expressividade, despertando a atenção de pequenos empreendedores e grandes varejistas. Estar presente na internet, hoje, é mais do que uma necessidade: tornou-se obrigação de quem quer se manter vivo na realidade do comércio globalizado.




Sucesso Cooperado

