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O momento é de O mar está para peixe no e-commerce brasileiro.

De acordo com a empresa de pesquisas E-consulting, o Brasil tem o maior mercado eletrônico da América Latina e deve movimentar até 2011 cerca de R$ 10 bilhões. Esse levantamento revelou que nosso país apresenta o maior e-commerce com 45% do mercado, seguido do México, da Argentina, do Chile e da Colômbia que, juntos, representam 35% das transações online. Os demais países ficam com os outros 10% restantes. Segundo a pesquisa, pode ainda haver um aumento de 27% na quantidade de compradores neste ano, atingindo a marca de R$ 16,9 milhões.

Esse avanço do mercado eletrônico tem acontecido devido ao aumento da renda do brasileiro e ao maior acesso da população à banda larga e aos meios eletrônicos. Os investimentos dos varejistas nas vendas online e o aumento da participação no universo digital das empresas também foram citados na pesquisa como agentes que ajudam a alavancar o setor. “Há algum tempo atrás o e-commerce nacional, era um canal apenas para grandes empresas, os pequenos ficavam de fora, o que hoje não acontece mais.” É o que diz Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting.

A empresa ainda prevê em sua análise que a principal tendência do e-commerce brasileiro é a utilização das redes sociais como canal de relacionamento com os consumidores e que aparelhos de telefonia móvel serão cada vez mais utilizados nas compras online ou como meio de comparação de preços. Dentre os produtos mais vendidos no Brasil estão CDs, DVDs e games movimentando R$ 1,91 bilhões, superando o da saúde e da beleza em R$ 1,88 bilhões, concluiu a pesquisa.

O peso da internet: na Finlândia, banda larga é Direito Humano

ecoopertec finland 217x300 O peso da internet: na Finlândia, banda larga é Direito HumanoHoje vamos nos inspirar num exemplo que vem de uma das nações mais avançadas do mundo: a Finlândia. O país, dono do 12º maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta, esteve nas manchetes internacionais semana passada por conta de uma notícia que chamou nossa atenção por servir de parâmetro para qualquer interessado em comércio eletrônico.

Trata-se de uma determinação feita pelo governo local, que estabeleceu o acesso à internet banda larga como um Direito Humano. Para fazer jus à decisão, ainda em 2010 todas as residências da população finlandesa, de um total de 5,3 milhões de habitantes, terão banda larga de velocidade mínima de 1MB/s. Até 2015, no entanto, a situação muda: a velocidade mínima será de 100MB/s.

A esparsa população e o isolamento, imposto pelo frio, não foram os únicos fatores que motivaram a medida. É preciso observar a importância e a dimensão da rede mundial de computadores numa nação extremamente desenvolvida e projetar nossos olhares para prever como essa tendência será aplicada em países que ainda estão em desenvolvimento, como o Brasil.

Apesar de estarmos distantes da maturidade social, política e econômica dos finlandeses, todos os acontecimentos convergem para uma certeza que também nos afeta: a de que a transformação da internet em uma ferramenta fundamental para o exercício da cidadania (e isso inclui consumo) é um caminho sem volta.

Ainda que a curto e médio prazos o Brasil não chegue a vivenciar uma popularização no uso da web nos mesmos moldes que o exemplo do país europeu (nossas condições são outras, a começar pela população, 36 vezes maior), já observamos uma movimentação que atesta que nenhum país precisará atingir um nível de desenvolvimento semelhante ao da Finlândia para chegar a elevados índices de massificação da internet. Fatos, não só previsões, confirmam essa tendência, ainda mais forte no Brasil: nossa população é ávida por novidades e está entre os países mais conectados do mundo.

O convite à reflexão é inevitável: você já percebeu o potencial do comércio eletrônico?

Brasil tem 43 milhões com internet em casa

Matéria Publicada no Jornal Nacional em 10/01/2009

Computador? “Eu achava que fosse um bicho que ia me morder”, diverte-se Dona Maria de Jesus Ferreira. Ela estava enganada. Hoje ama esse bichinho que faz barulho o dia inteiro e que deixou o mercado dela com cara de super moderno.

“Se a gente quer crescer, tem que acompanhar o crescimento do mundo ou a gente fica para trás”, sabe.

O que levava um dia inteiro na ponta do lápis, agora aparece em um clique. “Todos os produtos que eu vendi, um por um, e o valor que eu vendo diariamente”, mostra o aposentado José Luiz Pereira Filho.

A família gastou R$ 15 mil reais para informatizar o mercado e não se arrepende de nenhum centavo. Outra família gastou bem menos, mas esperou muito mais. O teclado, a tela, tudo foi comprado aos poucos. Seis anos depois, finalmente o computador está completo.

“Agora estou no mundo, faço parte do planeta internet”, comemora o pai.

O cantinho da sala virou o pedaço mais disputado do apartamento.

José pai, José filho e Iraci entraram para a lista dos 38 milhões de brasileiros que têm a internet dentro de casa. Um número que cresceu 73% nos últimos dois anos. A vontade de conversar faz do brasileiro o povo no mundo que mais tempo passa conectado. Em novembro, a média foi de 23 horas e 47 minutos de navegação e muito mais.

“Só não acho legal a molecada namorar por computador. O modo mais antigo é mais gostoso”, brinca Iraci.

A fera eletrônica vai sendo domada por gente de todas as idades e o que era um objeto de luxo se transforma em uma necessidade do dia-a-dia . Até o fim de 2009, 50 milhões de brasileiros terão acesso à internet.

O teclado próprio ainda é um sonho distante para muitos. Nas férias, uma escola pública da grande São Paulo se transforma em uma Lan House gratuita.

“É cada vez mais fácil, é cada vez mais acessível. A questão agora é o que você vai fazer com o computador. Se eu estou desempregado, como faço para usar a internet para achar emprego? Aí é que está a sacada”, afirma o professor da USP Gilson Schwartz.

Nem só de bate-papo vivem os internautas do Brasil. Os olhos se voltam para novos assuntos: automóveis, casa, moda, compras e notícias. E o que dizer quando você vira o próprio assunto? Mateus já perdeu a conta de quantas vezes admirou a si mesmo no papel de cantor sertanejo neste palco eletrônico.

Cada vez mais, a internet tem a cara do Brasil.