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E-consumidores levam até dois dias entre a primeira visita e a efetivação da compra
Após monitorar o comportamento de 163 milhões de consumidores em 2,5 milhões de transações pela internet, a McAfee Secure descobriu que a média de tempo que separa a primeira pesquisa de um e-consumidor em uma loja virtual e o fechamento da compra é, em geral, de 33 horas e 54 minutos, ou aproximadamente dois dias. Em mais da metade dos casos (64%), a espera costuma ultrapassar as 24 horas.
A cautela, evidenciada pelo resultado da pesquisa e que a princípio pode surpreender o mercado, mostrou ser um comportamento absolutamente comum entre os e-consumidores, que alternam a navegação entre diferentes lojas virtuais para pesquisar variações nas informações dos produtos, comparar preços e tarifas de frete e atestar a credibilidade de um determinado site. Tudo para garantir o bom andamento do negócio a ser fechado.
A tendência de mercado veio à tona durante o webminário “Practical Ecommerce”, quando o chefe de pesquisa da McAfee, Shane Keats, apresentou os dados do estudo sobre o novo fenômeno comportamental e como os empreendedores em e-commerce podem diminuir a insegurança dos consumidores e, consequentemente, o espaço de tempo entre visitas e compras, aumentando as vendas.
Na tentativa de entender melhor como pensa o cliente, o pesquisador ressaltou que 46% dos consumidores ouvidos disseram não ter completado uma transação online por conta do elevado custo das taxas de frete. 37% disseram que pretendiam fazer pesquisas de preços e tarifas de entrega entre diferentes lojas e 27% abandonaram uma compra para buscar promoções.
São influências igualmente importantes na desistência de uma compra:
- Quando o cliente não encontra a opção de pagamento que deseja;
- Quando não existe uma forma de contato rápida e eficiente, para esclarecer dúvidas;
- Quando o site não inspira confiança e o cliente desconfia que seus dados trafegarão de forma insegura pela web.
Segundo Keats, trabalhando essas, que são as principais falhas, você poder converter muitas visitas despretensiosas e desistências em negócios reais.
Confira os resultados oficiais da pesquisa, em inglês.
Artigo traduzido e adaptado do original, em inglês, de Practical eCommerce.
Estudo alemão revela: além de serem maioria, e-consumidoras pechincham mais
Um estudo recentemente divulgado pela Deutsche Card Services, respeitada empresa alemã de soluções de crédito, traz algumas informações interessantes sobre os diferentes hábitos de homens e mulheres no varejo eletrônico. Como adiantamos na última semana no post em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, é a presença feminina a responsável pelo maior
número de compras feitas na internet: elas são seis de cada dez e-consumidores na Europa. Contrário ao que se possa imaginar e apesar da desvantagem, os homens são os que mais gastam online. Isso evidencia um hábito das mulheres para o qual devemos dirigir nossa atenção: elas estão mais dispostas a pechinchar, se dispondo a pesquisar e comparar preços para realizar uma compra que seja verdadeiramente vantajosa.
Baseado em compras reais (o que o diferencia de uma pesquisa de opinião), o estudo mostrou que o tíquete médio dos homens europeus ficou 33 euros acima da média das compras fechadas por consumidoras do sexo feminino no varejo eletrônico. Além disso, outras informações úteis para o e-commerce brasileiro que podem ser extraídas dos dados obtidos através da iniciativa alemã reforçam o que já sabíamos: o e-commerce ainda tem muito o que crescer, tendo sido registrados grandes aumentos no valor médio das compras e no faturamento das lojas virtuais. Mais que isso, é importante destacar que quem lidera essa subida são os países menos desenvolvidos, cujos mercados ainda estão em fase de amadurecimento. Apesar disso, é preciso ressaltar que países como Inglaterra e Alemanha, maiores potências econômicas da Europa, apesar de não estarem no topo desses resultados, continuam obtendo lucros altíssimos. Devido à atual conjuntura, no entanto, quem dispara na frente são os menores.
Outra tendência interessante a ser observada é o crescimento dos negócios entre países vizinhos, de uma mesma região ou bloco. Os europeus comercializam cada vez mais seus produtos com os vizinhos. Quanto menor a distância, melhores as possibilidades de negociação, o que talvez sirva de exemplo para estimular medidas que fomentem a expansão dos negócios entre países sulamericanos.
Dica de blog: Varejo Online, do Google, apresenta tendências de mercado e comportamento do consumidor
Manter-se informado é essencial para qualquer empreendedor. Quando falamos em e-commerce, então, essa necessidade é ainda mais premente, graças à velocidade com que as coisas mudam e as novidades surgem no mundo da internet. Quem não acompanhar o ritmo dessa evolução corre o sério risco de ficar para trás. É por isso que hoje vamos destacar uma fonte de informação muito válida: o novo blog Varejo Online, do Google.
Ele alia as funcionalidades da pesquisa do site americano a uma série de dados, a fim de levar para seus leitores análises úteis sobre o comportamento de quem compra online, e o mais interessante: com enfoque no consumidor brasileiro. Para quem já tem consciência da importância de conhecer seus clientes, a leitura é obrigatória por permitir a idealização de ferramentas de relacionamento, além da projeção de futuras estratégias. Para quem ainda não tinha pensado nisso, a visita aguça a curiosidade e ajuda a compreender melhor o mercado.
Vale destacar que, nos posts que já foram ao ar, o Varejo Online publicou interessantes abordagens sobre, por exemplo, o comportamento do internauta nas buscas sobre o Dia Internacional da Mulher e o que isso significa para o comércio eletrônico, destacando os produtos com maior potencial de vendas para a ocasião. Em outra publicação, o blog traçou as origens dos usuários que visitam os sites de varejo brasileiros, expondo em texto e gráficos o caminho que percorrem até uma compra online.
Basicamente, o site apresenta tendências de comportamento online que precisam ser acompanhadas de perto pelos empreendedores em e-commerce. É uma maneira leve e divertida de matar a curiosidade ao mesmo tempo em que se conhece mais a fundo nossa atividade.






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