Pesquisa comprova versatilidade do e-commerce em meio à crise
Somada às mudanças de hábito do mercado consumidor, que descobre as vantagens do e-commerce, a dedicação das lojas virtuais em melhorar a experiência do cliente tem se mostrado uma estratégia fundamental, especialmente no contexto do pós-crise. Ao passo em que o comércio tradicional norte-americano ensaia uma difícil recuperação, o comércio eletrônico comemora um crescimento da ordem de 10% em comparação a 2009. Trata-se, portanto, de um indício claro de que o mercado online é de fato mais versátil e adequado às instabilidades econômicas.
Apesar de parecer contraditório, a recessão tem um papel importante nesses resultados: obrigou o mundo do e-business a encarar os negócios de uma maneira diferente e alterou as expectativas do mercado consumidor. Como muitos fatores da crise estavam fora do controle das empresas, a solução foi investir pesado naquilo que podia ser melhorado independentemente dos efeitos da queda nas vendas, valorizando as oportunidades que surgiam naquele momento de extrema instabilidade. Essa mudança de postura resultou em aprendizado e benefícios concretos, sentidos agora.
De acordo com uma nova pesquisa divulgada pela ForeSee Results, a satisfação dos e-consumidores norte-americanos com o comércio eletrônico atingiu o índice histório de 78%, ou um aumento de cinco pontos percentuais em relação a 2009. Pela primeira vez em seis anos de pesquisa, nenhuma das cem maiores lojas virtuais dos Estados Unidos obteve um índice inferior a 70%, considerado limítrofe para identificar uma considerável insatisfação por parte do mercado consumidor. Ficou comprovado que um sensível aumento nas vendas, reflexo de uma preocupação dos investidores com as necessidades do cliente naquele dado momento, pode se transformar em um acréscimo muito maior nos lucros. O estudo, que se baseou em respostas de mais de 23.000 clientes, mostrou que a alta de apenas um ponto percentual na satisfação do e-consumidor representa também uma alta média de 89 milhões de dólares nas vendas.
Investir na experiência do cliente e perceber o potencial de negócios de cada momento da economia deve ser uma cultura capaz de espelhar muito mais que uma simples preocupação com os resultados, mas a conquista do cliente e de sua lealdade. As vendas online tornaram-se ainda mais importantes após a recessão. O que se tira dessa experiência é que pode haver mais maneiras de reverter o impacto negativo de uma crise do que somos capazes de enxergar num primeiro momento.

Após monitorar o comportamento de 163 milhões de consumidores em 2,5 milhões de transações pela internet, a McAfee Secure descobriu que a média de tempo que separa a primeira pesquisa de um e-consumidor em uma loja virtual e o fechamento da compra é, em geral, de 33 horas e 54 minutos, ou aproximadamente dois dias. Em mais da metade dos casos (64%), a espera costuma ultrapassar as 24 horas.
Você sabia que a responsabilidade de encorajar o cliente também é uma função do dono de uma loja virtual? Não basta se contentar com os índices de crescimento do comércio eletrônico. Apesar de elevados e de quebrarem recordes ano após ano, uma coisa é certa: muitos negócios ficam de fora desses resultados.
número de compras feitas na internet: elas são seis de cada dez e-consumidores na Europa. Contrário ao que se possa imaginar e apesar da desvantagem, os homens são os que mais gastam online. Isso evidencia um hábito das mulheres para o qual devemos dirigir nossa atenção: elas estão mais dispostas a pechinchar, se dispondo a pesquisar e comparar preços para realizar uma compra que seja verdadeiramente vantajosa.




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